A viagem dista até ao “além” cerca de 30 minutos, passo por vários pombais, deambulo por entre oliveiras, sobreiros, azinheiras, carrascos, tomilhos, oregãos, estevas, azedas...
aGreste... E porque não há duas sem três, a última caminhada foi ao "Lombo do Burro". O nome deve-se ao facto do monte que separa o rio Massueime do rio Côa na extremidade e ponta do concelho de Pinhel ter a forma de um lombo de burro. Neste bico e extremidade o Massueime desagua no Côa que por sua vez desaguará mais à frente no rio Douro. (Caminhada ao Lombo do Burro, Cidadelhe, Vale do Côa, agosto de 2014)
domingo, 24 de janeiro de 2010
Pombal
A viagem dista até ao “além” cerca de 30 minutos, passo por vários pombais, deambulo por entre oliveiras, sobreiros, azinheiras, carrascos, tomilhos, oregãos, estevas, azedas...
Esplanada em pedra

A esplanada do Senhor Óscar tem a forma de um círculo sobre um cilindro inscrito num quadrado. Não é a quadratura do círculo, tem quatro bancos, uma mesa, muita sombra de um carrasco e uma vista deslumbrante para a Serra da Marofa.
Na tarde do dia 27 de Dezembro, depois de lhe ter ajudado a limpar um carrasco que ensombrava um sobreiro perdido e com mais de 50 anos, sentamo-nos na esplana, provamos o vinho novo e comemos um coscorel.
São liçoes de vida e de mestres na arte de saber fazer bem que não podemos desperdiçar!
Malhadeira
O Senhor Óscar é o dono desta malhadeira que malhou muitas fanegas de centeio. Conta que passou trabalhos que não lembram a ninguém! Com 86 anos continua a trabalhar e tem ferramentas para tudo. Mete o tractor nos locais mais recônditos e não desiste de tratar as oliveiras que tem nas encostas do rio côa. Os filhos e netos já não querem que ele se aventure por aqueles caminhos e faias, assim como, as idas a Coimbra na sua 4L. Enquanto tiver algumas forças lá vai fazendo ouvidos moucos e amanhando o que herdou e comprou ao longo de uma vida de trabalho, porque, segundo ele, não sabe fazer mais nada. Depois de velho teve que aprender a cozinhar, uma vez que, a sua Ilda depois de lhe ter dado "qualquer coisa", já não tem cabeça para nada! Agora, com alguma frequência, tem a visita e companhia da filha, que trata a família com mimos e que se desdobra para acompanhar os pais, filhos e netos.Senhor Óscar, obrigado pelas conversas, companhia e amizade!
Lagar de Azeite
O telhado caiu e o lagar dos Almeidas (1868), que não tinham filhos e eram donos de metade de Cidadelhe, está abandonado e entregue às silvas e às intempéries do tempo.
Os herdeiros são uns sobrinhos que não se entendem, mas que se tivessem amor por aquilo que os tios lhes deixaram, vendiam ou doavam o que resta do património dos tios em benefício do Povo!
Os herdeiros são uns sobrinhos que não se entendem, mas que se tivessem amor por aquilo que os tios lhes deixaram, vendiam ou doavam o que resta do património dos tios em benefício do Povo!
Casa Redonda
sábado, 23 de janeiro de 2010
Cidadão

Cidadão - Símbolo de Cidadelhe
“O singular amor que liga um povo tão carecido de bens materiais a uma simples pedra, mal talhada, roída pelo tempo (1646), uma tosca figura humana em que já mal distinguimos os braços, e confundem-se os pensamentos, vendo como é tão fácil entender tudo se nos deixarmos ir pelos caminhos essências, esta pedra, este homem, esta paisagem duríssima."
“O singular amor que liga um povo tão carecido de bens materiais a uma simples pedra, mal talhada, roída pelo tempo (1646), uma tosca figura humana em que já mal distinguimos os braços, e confundem-se os pensamentos, vendo como é tão fácil entender tudo se nos deixarmos ir pelos caminhos essências, esta pedra, este homem, esta paisagem duríssima."
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
A Lapa coberta de neve
Adeus que te vou deixar
Ó minha terra ó minha enxada
Não faço gosto em voltar
Companheiros de aventura
Vinde comigo viajar
A noite é negra a vida é dura
Não faço gosto em voltar
Dou-te o meu lenço bordado
Quando de ti me apartar
Eu quero ir ao outro lado
Não faço gosto em voltar
O meu dinheiro contado
É para quem me levar
O meu caminho está traçado
Não faço gosto em voltar
Moirar a terra insegura?
Fugir da serra e do mar?
Meus companheiros de aventura
Tudo farei para salvar
(Zeca Afonso)
domingo, 13 de dezembro de 2009
Festas Aquilianas na Lapa
Aquilino Ribeiro é natural do Carregal de Tabosa, no concelho de Sernancelhe, Beira Alta, região cujas características e personagens-tipo perpassam em várias das suas obras. De 1895 a 1900 estudou no Colégio da Lapa. Escreveu mais de 70 obras, das quais destaco "O Romance da Raposa" porque foi o primeiro livro que eu li!
Imagens, textos, e muito mais sobre as Terras do Demo de Aquilino Ribeiro podem ser consultadas no Blog do meu irmão mais novo » http://www.nunocoreia.blogspot.com/
Santuário da Senhora da Lapa
Segundo uma lenda popular, só os que passam na quelha da Lapa é que vão para o céu! Sobre o pecado da gula não consta comer um queijo de Quintela, torcer o pescoço a um da Lapa (trigo) e beber um copo da Fonte Soito no café Romarias mesmo ao lado do Santuário.
Rio Vouga » Serra da Lapa » Santuário de Nossa Senhora da Lapa
Pousar para a fotografia
Piscina na aldeia
A horta
sábado, 12 de dezembro de 2009
Um jardim entre as rochas
Mesmo que seja no meio das rochas, basta um pedaço de terra e gostar de flores para ser possível embelezar um sítio. As "boas noites" abrem à noite e pintam o jardim!
Bem haja, Ti'Maria Alice ...
Caminhar por um carreio de cabras no Massueime
Presépio de Cidadelhe
Oliveiras com dono em espaço público

Em Cidadelhe há duas dezenas ou mais de oliveiras que são de particulares, que têm dono, mas que estão no espaço público. A última vez que as oliveiras da 1ª fotografia foram limpas, junto ao centro de recepção do PAVC de Cidadelhe, fui eu o podador, porque os velhotes começam a não ter condições físicas para subirem às oliveiras e o saber não ocupa lugar. Temos de saber aproveitar as lições que os velhotes nos dão, do saber e saber fazer no terreno, transformado em conhecimento acumulado durante uma vida inteira. As Oliveiras, são árvores resistentes que nesta altura do ano são varejadas com varas, de modo a azeitona cair para uns toldes que são colocados em torno da oliveira. Os velhotes contam uma lenga-lenga sobre a oliveira que de momento não me vem à memória, mas uma coisa é certa, o azeite de Cidadelhe é verdadeiramente ouro amarelo que faz a diferença em qualquer prato!Carrasco branco da geada
Dizem os velhotes da aldeia que a geada é importante para matar os bichos, "fazer" o vinho e na matança do porco era, porque agora já ninguém mata, fundamental para secar o fumeiro!Há 10 anos atrás, ainda ajudei a matar o porco, a desmanchar e naturalmente a comer umas febras acompanhadas com o vinho de Cidadelhe que é separado na adega cooperativa de Pinhel por ser bom e ter muito grau (13.5º a 14.5º). O problema é que demoram anos e pagam pouco aos agricultores pelas uvas que levam para a adega!
Nevoeiro e Carrascos
O carrasco (Quercus coccifera) é um arbusto de folha persistente e verde o ano inteiro. Atinge, no máximo, 2 m de altura, ainda que, muitas vezes, possam transformar-se numa pequena árvore de 4 ou 5 m. Pode ramificar-se abundantemente desde a base, de forma que os ramos se entrelaçam frequentemente, tornando-o impenetrável.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Pinturas de arte rupestre no núcleo da Faia em Cidadelhe
Cidadelhe - Porta Sul do PAVC

Centro Difusor e
Pólo de Informação Turística de Cidadelhe
Cidadelhe é a porta Sul do Parque Arqueológico do Vale do Côa.
A partir do centro difusor, situado nas instalações da antiga escola primária de Cidadelhe, os visitantes são convidados a conhecer o núcleo de arte rupestre da Faia, com gravuras e pinturas do período Paleolítico, bem como o património arquitectónico local, com destaque para a Igreja Matriz e Capela de São Sebastião, que apresentam tectos decorados em caixotões pintados. A simplicidade e homogeneidade do casario, as pessoas, as tradições seculares, o encaixado Vale do Côa, habitat de espécies protegidas, a encosta de azinheiras (carrascos), os sobreiros, as oliveiras centenárias, as figueiras, as amendoeiras e o vinho constituem por si só outra atracção ...
Recriação da ceifa em Cidadelhe.
Comemoração do 12º aniversário da criação do Parque Arqueológico do Vale do Côa
Comemoração do 12º aniversário da criação do Parque Arqueológico do Vale do Côa
Tectos decorados em caixotões pintados
Pálio de Cidadelhe com mais de três séculos de história
José Saramago, Prémio Nobel da Literatura, faz-lhe honras em "Viagens a Portugal".
Abutres na zona do núcleo de arte rupestre da Faia do PAVC em Cidadelhe
O abutre é uma espécie em vias de extinção!
Abutres na zona do núcleo de arte rupestre da Faia em Cidadelhe
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Adeus ó serra da Lapa


