domingo, 30 de maio de 2010

De mãos dadas com vistas para o terreiro

Por detrás das sardinheiras, a Filomena tem um momento de descanso num dos intervalos que o João lhe dá. Depois de uma vida de trabalho, diz que o trabalho que agora tem é mel..!

Cenas na Feira Aquiliana 2010



Corte de barba e cabelo, música e festa popular na feira aquiliana.

VII Edição da Feira Aquiliana

Tendo como cenário o conjunto patrimonial formado pela Igreja, Colégio, Cadeia e Pelourinho da Lapa, realiza-se no último fim-de-semana de Maio a VII edição da Feira Aquiliana que homenageia o escritor Aquilino Ribeiro, natural destas paragens que ele apelidou, num dos seus livros, como sendo as terras do Demo. Está de parabéns a Câmara Municipal de Sernancelhe pela organização desta feira, e, que seja um marco de cultura popular que vingue por muitos e bons anos!

sábado, 29 de maio de 2010

Festa de Maio em Cidadelhe

Em Maio, Cidadelhe mostra a sua devoção à Nossa Senhora de Fátima. A festa é simples mas sentida e acarinhada por velhos e novos que fazem questão em não deixar morrer esta tradição.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Calvário

Pela Páscoa, as gentes de Cidadelhe ainda cantam as "Alvissaras" a "Encomendação das Almas" e o "Cantar dos Martírios". No último domingo de Páscoa o Pálio de Cidadelhe já não saiu à rua!

Faia Brava

"Faia Brava: Aqui está a nascer a primeira reserva natural privada de Portugal... com 600 hectares, acredita-se que a conservação da natureza é também uma tarefa dos cidadãos. ... Estamos na região do Riba-Côa, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com Cidadelhe, já do lado de Pinhel, a pontuar de branco a crista oeste deste vale fechado ..."
Público (22/04/2010) » http://ecosfera.publico.pt/biodiversidade/Details/faia-brava-aqui-esta-a-nascer-a-primeira-reserva-natural-privada-em-portugal_1433432

Sons da primavera, do cúco e do galo

Marianas

Pelos recantos da aldeia existem às centenas.
As marianas nascem e crescem entre as pedras!

Sr. Peru

É o rei e senhor do galinheiro da Ti'Maria Alice. Deve pesar uns 19 Kg, tem na cabeça verrugas e carúnculas coloridas e abre a cauda em leque.

Os últimos animais

Em Cidadelhe restam 3 burros, 1 vaca e 1 macho!
Por entre oliveiras centenárias e terrenos por amanhar, o macho é rei e senhor mas ao mesmo tempo solitário. De que lhe vale ser o único? Nada!

Fonte da Amoreira

Fonte da Amoreira datada de 1818.
Sem água não há vida!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Palheiro

Este é o último palheiro da aldeia e é do Tio António da Ester. Era o mestre que sabia e trabalhava a pedra. Fazer o palheiro era seguramente outra arte que não deixava por mãos alheias!

Rima de lenha

Lenha para a lareira e para aquecer o forno onde o folar da Páscoa é cozido e o cabrito é assado. Bom, esta é do Sr. Óscar que já conta com 86 Primaveras e ainda se aventura a limpar os carrascos que aumentam a rima de lenha.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Amendoeiras em flor

Faz bem aos olhos e à alma!
Por estas terras, os homens e as mulheres já são poucos e os poucos são velhos! As forças já não são o que eram. Plantar árvores e em particular amendoeiras foi coisa de outros tempos...
Nesta altura do ano os campos agrestes ficam mais brancos e belos.
Os amantes da natureza aproveitam o espectáculo e registam com máquinas aquilo que, noutros tempos, os velhos agricultores plantaram e lavraram com juntas de vacas, como se de uma obra de arte tratassem.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Rio Vouga

Rio Vouga, calmo e não poluído, junto aos moinhos velhos do vouga na Serra da Lapa.
Na ilha da Madeira, este fim-de-semana, as ribeiras transbordaram e provocaram o caos e um cenário dantesco. Passamos um fim-de-semana com o coração nas mãos, por todos os Madeirenses em perigo e em particular pelos nossos familiares que residem na Ribeira-Brava. Ainda não consegui contactar com eles! Deixo aqui esta mensagem na expectativa e esperança que estejam bem e dizer-lhes que todos nós estamos com eles ...

domingo, 24 de janeiro de 2010

Pombal

A viagem dista até ao “além” cerca de 30 minutos, passo por vários pombais, deambulo por entre oliveiras, sobreiros, azinheiras, carrascos, tomilhos, oregãos, estevas, azedas...

Esplanada em pedra


A esplanada do Senhor Óscar tem a forma de um círculo sobre um cilindro inscrito num quadrado. Não é a quadratura do círculo, tem quatro bancos, uma mesa, muita sombra de um carrasco e uma vista deslumbrante para a Serra da Marofa.
Na tarde do dia 27 de Dezembro, depois de lhe ter ajudado a limpar um carrasco que ensombrava um sobreiro perdido e com mais de 50 anos, sentamo-nos na esplana, provamos o vinho novo e comemos um coscorel.
São liçoes de vida e de mestres na arte de saber fazer bem que não podemos desperdiçar!

Malhadeira

O Senhor Óscar é o dono desta malhadeira que malhou muitas fanegas de centeio. Conta que passou trabalhos que não lembram a ninguém! Com 86 anos continua a trabalhar e tem ferramentas para tudo. Mete o tractor nos locais mais recônditos e não desiste de tratar as oliveiras que tem nas encostas do rio côa. Os filhos e netos já não querem que ele se aventure por aqueles caminhos e faias, assim como, as idas a Coimbra na sua 4L. Enquanto tiver algumas forças lá vai fazendo ouvidos moucos e amanhando o que herdou e comprou ao longo de uma vida de trabalho, porque, segundo ele, não sabe fazer mais nada. Depois de velho teve que aprender a cozinhar, uma vez que, a sua Ilda depois de lhe ter dado "qualquer coisa", já não tem cabeça para nada! Agora, com alguma frequência, tem a visita e companhia da filha, que trata a família com mimos e que se desdobra para acompanhar os pais, filhos e netos.
Senhor Óscar, obrigado pelas conversas, companhia e amizade!

Lagar de Azeite

O telhado caiu e o lagar dos Almeidas (1868), que não tinham filhos e eram donos de metade de Cidadelhe, está abandonado e entregue às silvas e às intempéries do tempo.
Os herdeiros são uns sobrinhos que não se entendem, mas que se tivessem amor por aquilo que os tios lhes deixaram, vendiam ou doavam o que resta do património dos tios em benefício do Povo!

Casa Redonda

"A Aldeia é toda pedra.
Pedra são as casas, pedra as ruas.
Muitas destas moradas estão vazias, há paredes derruídas.
Onde viveram pessoas, bravejam ervas."

sábado, 23 de janeiro de 2010

Cidadão


Cidadão - Símbolo de Cidadelhe
“O singular amor que liga um povo tão carecido de bens materiais a uma simples pedra, mal talhada, roída pelo tempo (1646), uma tosca figura humana em que já mal distinguimos os braços, e confundem-se os pensamentos, vendo como é tão fácil entender tudo se nos deixarmos ir pelos caminhos essências, esta pedra, este homem, esta paisagem duríssima."

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Amendoeiras em Cidadelhe



Duarte o mês de Fevereiro e Março a região de Riba-Côa e Douro Internacional fica coberta com um manto branco e um aroma a mel inconfundível no ar.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A Lapa coberta de neve

Adeus ó serra da Lapa
Adeus que te vou deixar
Ó minha terra ó minha enxada
Não faço gosto em voltar
Companheiros de aventura
Vinde comigo viajar
A noite é negra a vida é dura
Não faço gosto em voltar
Dou-te o meu lenço bordado
Quando de ti me apartar
Eu quero ir ao outro lado
Não faço gosto em voltar
O meu dinheiro contado
É para quem me levar
O meu caminho está traçado
Não faço gosto em voltar
Moirar a terra insegura?
Fugir da serra e do mar?
Meus companheiros de aventura
Tudo farei para salvar
(Zeca Afonso)

domingo, 13 de dezembro de 2009

Festas Aquilianas na Lapa



Aquilino Ribeiro é natural do Carregal de Tabosa, no concelho de Sernancelhe, Beira Alta, região cujas características e personagens-tipo perpassam em várias das suas obras. De 1895 a 1900 estudou no Colégio da Lapa. Escreveu mais de 70 obras, das quais destaco "O Romance da Raposa" porque foi o primeiro livro que eu li!
Imagens, textos, e muito mais sobre as Terras do Demo de Aquilino Ribeiro podem ser consultadas no Blog do meu irmão mais novo » http://www.nunocoreia.blogspot.com/

Santuário da Senhora da Lapa




De arquitectura religiosa e barroca foi construído no século XVI. A primitiva capela foi erguida pelos romeiros. No século XVII foram os jesuítas que construíram o Santuário e o Colégio. Na capela-mor do Santuário, situa-se o rochedo milagroso com a imagem da Senhora da Lapa que durante todo o ano e em qualquer altura atrai muitos romeiros. Com a extinção da Companhia de Jesus em 1759, o lugar da Lapa deixou aos poucos de ter o prestígio que teve.O Santuário guarda na capela-mor o rochedo milagroso com a imagem da Senhora da Lapa. De salientar tesouros sem conta oferecidos até por reis e rainhas, a cenografia dos altares da Crucificação e da Morte de S. José, a fortíssima atracção do Presépio implantado no rochedo. O altar de Nossa Senhora da Lapa foi erguido no local onde, segundo a lenda, a pastora Joana encontrou a imagem escondida pelas religiosas. Também o altar da Virgem Adormecida, a Casa dos Milagres, cheia de quadros pintados, balanças pesando meninos de trigo e o lagarto da Lapa. A Senhora da Lapa, em Portugal e Santiago de Compostela, na Espanha, chegaram a ser, em tempos, os dois santuários mais importantes da Península Ibérica.
Segundo uma lenda popular, só os que passam na quelha da Lapa é que vão para o céu! Sobre o pecado da gula não consta comer um queijo de Quintela, torcer o pescoço a um da Lapa (trigo) e beber um copo da Fonte Soito no café Romarias mesmo ao lado do Santuário.

Rio Vouga » Serra da Lapa » Santuário de Nossa Senhora da Lapa

Senhora da Lapa

Nossa Senhora da Lapa
Está na gruta pequenina
A quem lhe reza com Fé
Concede bênção divina

Cabritos

Depois de nascer há que saber viver

Pousar para a fotografia

Na aldeia de Freixeda-do-Torrão, os burros em extinção gostam de pousar para as fotografias. Nesta aldeia, de Figueira de Castelo Rodrigo, podemos visitar o Solar dos Metelos e beber água de nascente da Serra da Marofa. As amendoeiras, oliveiras e vinhas preenchem a paisagem.

Piscina na aldeia

Piscina de Castelo Rodrigo. O calor do verão convida a banhos e a uma visita à aldeia medieval, erguida no topo de uma colina isolada. Esta antiga vila fortificada, guarda vestígios de ocupação humana que remontam ao Paleolítico. Nesta aldeia de Figueira de Castelo Rodrigo existe uma igreja matriz, fundada pelos frades hospitalários em 1192 e dedicada a Nossa Senhora do Rocamador; a cisterna, servida por duas portas, uma gótica e outra mourisca; o pelourinho e o relógio instalado sobre um antigo torreão. Já as ruínas do castelo revelam a raiva da população quando, no final do reinado de Filipe II, incendiou o antigo palácio de Cristóvão de Moura, um dos defensores da legitimidade espanhola por terras lusas.

A horta

Por entre leiras de cebolo, feijão de metro, tomates, abóboras, beterrabas e couves, aprende-se a gostar da terra e a saber de onde vêm os vegetais.