sábado, 12 de junho de 2010

Feira Medieval de Coimbra - 2010

A Feira Medieval abriu com uma missa e cantos gregorianos, seguida da benção e leitura da Carta da Feira. Durante toda a manhã assistiu-se a momentos de teatro, música, dança e artes circenses. Para além das tendas de artesanato, as de comes e bebes são muito concorridas pela qualidade dos produtos, da alegria e da boa disposição que reina à volta das mesmas.

domingo, 30 de maio de 2010

De mãos dadas com vistas para o terreiro

Por detrás das sardinheiras, a Filomena tem um momento de descanso num dos intervalos que o João lhe dá. Depois de uma vida de trabalho, diz que o trabalho que agora tem é mel..!

Cenas na Feira Aquiliana 2010



Corte de barba e cabelo, música e festa popular na feira aquiliana.

VII Edição da Feira Aquiliana

Tendo como cenário o conjunto patrimonial formado pela Igreja, Colégio, Cadeia e Pelourinho da Lapa, realiza-se no último fim-de-semana de Maio a VII edição da Feira Aquiliana que homenageia o escritor Aquilino Ribeiro, natural destas paragens que ele apelidou, num dos seus livros, como sendo as terras do Demo. Está de parabéns a Câmara Municipal de Sernancelhe pela organização desta feira, e, que seja um marco de cultura popular que vingue por muitos e bons anos!

sábado, 29 de maio de 2010

Festa de Maio em Cidadelhe

Em Maio, Cidadelhe mostra a sua devoção à Nossa Senhora de Fátima. A festa é simples mas sentida e acarinhada por velhos e novos que fazem questão em não deixar morrer esta tradição.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Calvário

Pela Páscoa, as gentes de Cidadelhe ainda cantam as "Alvissaras" a "Encomendação das Almas" e o "Cantar dos Martírios". No último domingo de Páscoa o Pálio de Cidadelhe já não saiu à rua!

Faia Brava

"Faia Brava: Aqui está a nascer a primeira reserva natural privada de Portugal... com 600 hectares, acredita-se que a conservação da natureza é também uma tarefa dos cidadãos. ... Estamos na região do Riba-Côa, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com Cidadelhe, já do lado de Pinhel, a pontuar de branco a crista oeste deste vale fechado ..."
Público (22/04/2010) » http://ecosfera.publico.pt/biodiversidade/Details/faia-brava-aqui-esta-a-nascer-a-primeira-reserva-natural-privada-em-portugal_1433432

Sons da primavera, do cúco e do galo

Marianas

Pelos recantos da aldeia existem às centenas.
As marianas nascem e crescem entre as pedras!

Sr. Peru

É o rei e senhor do galinheiro da Ti'Maria Alice. Deve pesar uns 19 Kg, tem na cabeça verrugas e carúnculas coloridas e abre a cauda em leque.

Os últimos animais

Em Cidadelhe restam 3 burros, 1 vaca e 1 macho!
Por entre oliveiras centenárias e terrenos por amanhar, o macho é rei e senhor mas ao mesmo tempo solitário. De que lhe vale ser o único? Nada!

Fonte da Amoreira

Fonte da Amoreira datada de 1818.
Sem água não há vida!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Palheiro

Este é o último palheiro da aldeia e é do Tio António da Ester. Era o mestre que sabia e trabalhava a pedra. Fazer o palheiro era seguramente outra arte que não deixava por mãos alheias!

Rima de lenha

Lenha para a lareira e para aquecer o forno onde o folar da Páscoa é cozido e o cabrito é assado. Bom, esta é do Sr. Óscar que já conta com 86 Primaveras e ainda se aventura a limpar os carrascos que aumentam a rima de lenha.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Amendoeiras em flor

Faz bem aos olhos e à alma!
Por estas terras, os homens e as mulheres já são poucos e os poucos são velhos! As forças já não são o que eram. Plantar árvores e em particular amendoeiras foi coisa de outros tempos...
Nesta altura do ano os campos agrestes ficam mais brancos e belos.
Os amantes da natureza aproveitam o espectáculo e registam com máquinas aquilo que, noutros tempos, os velhos agricultores plantaram e lavraram com juntas de vacas, como se de uma obra de arte tratassem.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Rio Vouga

Rio Vouga, calmo e não poluído, junto aos moinhos velhos do vouga na Serra da Lapa.
Na ilha da Madeira, este fim-de-semana, as ribeiras transbordaram e provocaram o caos e um cenário dantesco. Passamos um fim-de-semana com o coração nas mãos, por todos os Madeirenses em perigo e em particular pelos nossos familiares que residem na Ribeira-Brava. Ainda não consegui contactar com eles! Deixo aqui esta mensagem na expectativa e esperança que estejam bem e dizer-lhes que todos nós estamos com eles ...

domingo, 24 de janeiro de 2010

Pombal

A viagem dista até ao “além” cerca de 30 minutos, passo por vários pombais, deambulo por entre oliveiras, sobreiros, azinheiras, carrascos, tomilhos, oregãos, estevas, azedas...

Esplanada em pedra


A esplanada do Senhor Óscar tem a forma de um círculo sobre um cilindro inscrito num quadrado. Não é a quadratura do círculo, tem quatro bancos, uma mesa, muita sombra de um carrasco e uma vista deslumbrante para a Serra da Marofa.
Na tarde do dia 27 de Dezembro, depois de lhe ter ajudado a limpar um carrasco que ensombrava um sobreiro perdido e com mais de 50 anos, sentamo-nos na esplana, provamos o vinho novo e comemos um coscorel.
São liçoes de vida e de mestres na arte de saber fazer bem que não podemos desperdiçar!

Malhadeira

O Senhor Óscar é o dono desta malhadeira que malhou muitas fanegas de centeio. Conta que passou trabalhos que não lembram a ninguém! Com 86 anos continua a trabalhar e tem ferramentas para tudo. Mete o tractor nos locais mais recônditos e não desiste de tratar as oliveiras que tem nas encostas do rio côa. Os filhos e netos já não querem que ele se aventure por aqueles caminhos e faias, assim como, as idas a Coimbra na sua 4L. Enquanto tiver algumas forças lá vai fazendo ouvidos moucos e amanhando o que herdou e comprou ao longo de uma vida de trabalho, porque, segundo ele, não sabe fazer mais nada. Depois de velho teve que aprender a cozinhar, uma vez que, a sua Ilda depois de lhe ter dado "qualquer coisa", já não tem cabeça para nada! Agora, com alguma frequência, tem a visita e companhia da filha, que trata a família com mimos e que se desdobra para acompanhar os pais, filhos e netos.
Senhor Óscar, obrigado pelas conversas, companhia e amizade!

Lagar de Azeite

O telhado caiu e o lagar dos Almeidas (1868), que não tinham filhos e eram donos de metade de Cidadelhe, está abandonado e entregue às silvas e às intempéries do tempo.
Os herdeiros são uns sobrinhos que não se entendem, mas que se tivessem amor por aquilo que os tios lhes deixaram, vendiam ou doavam o que resta do património dos tios em benefício do Povo!

Casa Redonda

"A Aldeia é toda pedra.
Pedra são as casas, pedra as ruas.
Muitas destas moradas estão vazias, há paredes derruídas.
Onde viveram pessoas, bravejam ervas."

sábado, 23 de janeiro de 2010

Cidadão


Cidadão - Símbolo de Cidadelhe
“O singular amor que liga um povo tão carecido de bens materiais a uma simples pedra, mal talhada, roída pelo tempo (1646), uma tosca figura humana em que já mal distinguimos os braços, e confundem-se os pensamentos, vendo como é tão fácil entender tudo se nos deixarmos ir pelos caminhos essências, esta pedra, este homem, esta paisagem duríssima."

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Amendoeiras em Cidadelhe



Duarte o mês de Fevereiro e Março a região de Riba-Côa e Douro Internacional fica coberta com um manto branco e um aroma a mel inconfundível no ar.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A Lapa coberta de neve

Adeus ó serra da Lapa
Adeus que te vou deixar
Ó minha terra ó minha enxada
Não faço gosto em voltar
Companheiros de aventura
Vinde comigo viajar
A noite é negra a vida é dura
Não faço gosto em voltar
Dou-te o meu lenço bordado
Quando de ti me apartar
Eu quero ir ao outro lado
Não faço gosto em voltar
O meu dinheiro contado
É para quem me levar
O meu caminho está traçado
Não faço gosto em voltar
Moirar a terra insegura?
Fugir da serra e do mar?
Meus companheiros de aventura
Tudo farei para salvar
(Zeca Afonso)

domingo, 13 de dezembro de 2009

Festas Aquilianas na Lapa



Aquilino Ribeiro é natural do Carregal de Tabosa, no concelho de Sernancelhe, Beira Alta, região cujas características e personagens-tipo perpassam em várias das suas obras. De 1895 a 1900 estudou no Colégio da Lapa. Escreveu mais de 70 obras, das quais destaco "O Romance da Raposa" porque foi o primeiro livro que eu li!
Imagens, textos, e muito mais sobre as Terras do Demo de Aquilino Ribeiro podem ser consultadas no Blog do meu irmão mais novo » http://www.nunocoreia.blogspot.com/

Santuário da Senhora da Lapa




De arquitectura religiosa e barroca foi construído no século XVI. A primitiva capela foi erguida pelos romeiros. No século XVII foram os jesuítas que construíram o Santuário e o Colégio. Na capela-mor do Santuário, situa-se o rochedo milagroso com a imagem da Senhora da Lapa que durante todo o ano e em qualquer altura atrai muitos romeiros. Com a extinção da Companhia de Jesus em 1759, o lugar da Lapa deixou aos poucos de ter o prestígio que teve.O Santuário guarda na capela-mor o rochedo milagroso com a imagem da Senhora da Lapa. De salientar tesouros sem conta oferecidos até por reis e rainhas, a cenografia dos altares da Crucificação e da Morte de S. José, a fortíssima atracção do Presépio implantado no rochedo. O altar de Nossa Senhora da Lapa foi erguido no local onde, segundo a lenda, a pastora Joana encontrou a imagem escondida pelas religiosas. Também o altar da Virgem Adormecida, a Casa dos Milagres, cheia de quadros pintados, balanças pesando meninos de trigo e o lagarto da Lapa. A Senhora da Lapa, em Portugal e Santiago de Compostela, na Espanha, chegaram a ser, em tempos, os dois santuários mais importantes da Península Ibérica.
Segundo uma lenda popular, só os que passam na quelha da Lapa é que vão para o céu! Sobre o pecado da gula não consta comer um queijo de Quintela, torcer o pescoço a um da Lapa (trigo) e beber um copo da Fonte Soito no café Romarias mesmo ao lado do Santuário.

Rio Vouga » Serra da Lapa » Santuário de Nossa Senhora da Lapa

Senhora da Lapa

Nossa Senhora da Lapa
Está na gruta pequenina
A quem lhe reza com Fé
Concede bênção divina

Cabritos

Depois de nascer há que saber viver

Pousar para a fotografia

Na aldeia de Freixeda-do-Torrão, os burros em extinção gostam de pousar para as fotografias. Nesta aldeia, de Figueira de Castelo Rodrigo, podemos visitar o Solar dos Metelos e beber água de nascente da Serra da Marofa. As amendoeiras, oliveiras e vinhas preenchem a paisagem.